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Salinas

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Município de Salinas
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"Capital Mundial da Cachaça de Alambique"
Brasão desconhecido
Bandeira de Salinas
Brasão desconhecido Bandeira
Hino
Aniversário {{{aniversário}}}
Fundação 18 de dezembro de 1880
Gentílico salinense [1]
Lema
Prefeito(a) José Antônio Prates (PTB[2])
(20092012)
Localização
Localização de Salinas
Localização de Salinas no/em Minas Gerais
Localização de Salinas em Brasil
Salinas
Localização de/do Salinas no Brasil
16° 10' 12" S 42° 17' 24" O16° 10' 12" S 42° 17' 24" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Norte de Minas IBGE/2008[3]
Microrregião Salinas IBGE/2008[3]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Rio Pardo de Minas, Taiobeiras, Santa Cruz de Salinas, Comercinho, Rubelita, Fruta de Leite e Novorizonte
Distância até a capital 640 [4] km
Características geográficas
Área 1.891,33 km²
População 38.789 hab. est. IBGE/2009[5]
Densidade 20,0 hab./km²
Altitude 1031 [6] m
Clima semiárido [7] Bsh
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,699 médio PNUD/2000[8]
PIB R$ 157.547 mil IBGE/2005[9]
PIB per capita R$ 4.172,00 IBGE/2005[9]

Salinas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2009 era de 38.789 habitantes.

O município é conhecido pela qualidade do requeijão e da carne de sol, pelas tradições, pelo folclore e pela produção agropecuária. Mas nada lhe dá mais notoriedade do que as suas famosas cachaças, com destaque para a mística "Havana-Anísio Santiago", considerada a mais famosa e cara cachaça do país - a garrafa pode custar mais de quinhentos reais. Atualmente, o município é o mais importante pólo nacional de produção de cachaça de alambique com mais de 50 marcas e produção anual que gira em torno de 5 milhões de litros. Outras atrações da cidade são as Festas Juninas,o Festival Mundial da Cachaça, as jazidas minerais e o artesanato.

Índice

[editar] História

O desbravamento da região de Salinas se deu inicialmente através do Caminho da Bahia. Com a descoberta do sal, produto escasso e muito valioso na época, expandiu-se a criação de gado e começaram a surgir as primeiras casas na região, por volta de 1711, tornando-se um povoado da Comarca do Serro Frio em 1720.

Entretanto, o primeiro grande esforço para o desbravamento do local principiou em 13 de junho de 1554, quando o Francisco Bruza Espinosa partiu de Porto Seguro, Bahia e percorreu toda a região do Norte de Minas, chegando até o Jequitinhonha, Rio Pardo, Serra das Almas, Itacambira etc.

Um século depois, em 1663 o terceiro Conde da Ponte, por concessão de sesmaria, compras, iniciou a ocupação desta região. Por volta de 1698, o bandeirante Antônio Luís dos Passos estabelecia uma fazenda de criação de gado às margens do Rio Pardo, e daí percorreu toda essa região, a procura de riquezas. Numa dessas incursões chegou às margens do Rio Salinas, que corta a atual sede do município e encontrou ricas jazidas de sal-gema, produto precioso por ser oficial naqueles ermos.

A partir daí, consolidou-se como centro produtor de sal-gema. A Capela de Santo Antônio de Salinas transformou-se em distrito de Rio Pardo de Minas em 1833. O município foi criado em 1880, pela Lei Provincial nº. 2.275, assinada pelo presidente da Província de Minas Gerais, Joaquim José de Sant'Anna. Em 1887 a vila de Santo Antônio de Salinas foi elevada a categoria de cidade.

Em 16 de junho de 1892 era instalada a Comarca de Santo Antônio de Salinas, sendo o primeiro juiz de Direito Francisco de Assis Freitas e o primeiro promotor de justiça o tenente-coronel Rebeldino Pinto Coelho.

Em 7 de setembro de 1923, é mudada a denominação de Santo Antônio de Salinas para "Salinas", e no ano de 1932 tomou posse o primeiro prefeito (nomeado), Clemente Medrado Fernandes.

[editar] Educação

Salinas tem se tornado um pólo de educação regional, apresentando vários cursos em diversas instituições de ensino superior, a saber:

Graduação:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas - campus Salinas

Criado em 29 de dezembro de 2008, pela Lei n. 11.892, mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas, juntamente com as novas Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs) de Almenara, Araçuaí, Arinos, Januária, Montes Claros e Pirapora, dentro do plano de expansão do Governo Federal. No primeiro semestre de 2010 o instituto oferecerá os cursos de Engenharia Florestal e licenciaturas em Matemática, Física, Química e Biologia, além do Curso Superior de Tecnologia em Produção de Cachaça - ministrado desde 2006. A Instituição oferece, também, os cursos técnicos em Agropecuária, Agroindústria e Informática.

Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes)

Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)

Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

Universidade Paulista (Unip)

Universidade Norte do Paraná (Unopar)

Fundação Universidade do Tocantins (Unitins)

[editar] Religião

O município de Salinas é predominantemente católico, havendo ainda várias representações de outras religões cristãs, tais como Igreja Prebisteriana, Congregação Cristã do Brasil, Igreja Batista, Igreja Batista do Caminho e Testemunhas de Jeová.

A cidade tem como padroeiro Santo Antônio, sendo que dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, é feriado municipal.

[editar] Turismo

Cachaça Java, produzida em Salinas

A cachaça é uma das principais bases econômicas do município e, recentemente, também tem sido adotada como elemento de identificação para a estruturação turística. Em desenvolvimento, está a instalação do Museu da Cachaça, no antigo aeroporto da cidade, formado por oito salas que incluem um acervo de garrafas e um moinho montados a partir de temas como sociedade do açúcar, engenhos antigos e atuais, plantação, colheita e moagem da cana e história da cachaça em Salinas[10].




Referências

  1. IBGE Cidades@. O Brasil Município por Municipio. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  2. Prefeitura Municipal de salinas
  3. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. distancias-bhmunicipios. Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Página visitada em 19 de agosto de 2009.
  5. Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  6. O Estado: Municípios Mineiros. O Estado: Municípios Mineiros. Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Página visitada em 01 de março de 2010.
  7. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Página visitada em 24 de fevereiro de 2010.
  8. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  9. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  10. ROMANELLI, Cristina. (1 de abril de 2010). Paraíso da pinga. <http://revistadehistoria.com.br/v2/home/?go=detalhe&id=3001>. Revista de História da Biblioteca Nacional
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