República Oligárquica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. |
República Oligárquica (1895-1930) foi o período da história brasileira em que o poder ficou nas mãos das oligarquias cafeeiras. O governo federal foi controlado pelas oligarquias de São Paulo e de Minas Gerais, por meio da chamada "política do café-com-leite. O "café" é referência a São Paulo, maior centro exportador de café do país, e o "leite", a Minas Gerais, apesar de esta não ter a maior produção de leite nacional.
Não foi de imediato que os militares que fizeram a Proclamação da República se afastaram da política. Só depois da morte de Floriano Peixoto em 1895 , do desgaste dos militares com a Campanha de Canudos e com o assassinato do ministro da Guerra de Prudente de Morais que os militares se afastaram do poder, voltando à política somente entre 1910 a 1914 no governo Hermes da Fonseca e no movimento denominado tenentismo na década de 1920. Por isso pode-se afirmar que, de fato, a República oligárquica só se consolidou em 15 de novembro de 1898, com a posse do segundo presidente civíl, Campos Sales.
As eleições presidenciais ocorriam, de quatro em quatro anos, em 1 de março e a posse dos eleitos dava-se em 15 de novembro do ano da eleição presidencial.
Uma característica peculiar da política brasileira durante a República Oligárquica foi a "Política dos Estados", vulgarmente conhecida como "política dos governadores", instituída no governo de Campos Sales.
De acordo com essa obra de engenharia política, o poder federal não interferia na política dos estados e esses não interferiam na política dos municípios, garantindo-se lhes a autonomia política e a tranquilidade nacional.
O presidente da República era escolhido através de um acordo nacional entre os presidentes dos estados. O Presidente da República apoiava os atos dos presidentes estaduais como a escolha dos sucessores desses presidentes de estados, e, em troca, os governadores passaram a dar apoio e suporte garantido ao governo federal, colaborando com a eleição de candidatos para o Senado e para a Câmara dos Deputados, que dessem total apoio ao Presidente da República.
A carreira política era feita dentro dos partidos políticos republicanos estaduais; não havia partidos nacionais. Os principais partidos eram o PRM (Partido Republicano Mineiro), o PRP (Partido Republicano Paulista) e o PRR (Partido Republicano Rio Grandense).
Predominava nestes políticos o espírito liberal de governo, sendo que políticos de tendência esquerdista apareceriam, em partidos políticos legalizados, somente depois de 1930, na "República Nova".
O acesso à carreira política era aberto a todos, nos partidos republicanos estaduais, desde que não se desviasse do credo liberal republicano, na época chamado de conservador. Monarquistas nunca mais foram aceitos na política, até os dias de hoje.
Os presidentes da república seriam sempre ex-presidentes de estado, o que garantia que teriam grande experiência administrativa. Houve um presidente mulato: Nilo Peçanha; vários que tiveram infância pobre, como o próprio Nilo Peçanha, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes e Delfim Moreira.
A maioria dos presidentes da República Velha começou a carreira profissional como advogados e promotores públicos. Em geral, os presidentes da República Velha entraram na política, apoiados por líderes políticos locais (os Coronéis), mas com exceção dos 3 presidentes paulistas, não eram eles próprios coronéis.
A Política dos Estados significava, na verdade, a impossibilidade da oposição esquerdista na política brasileira, uma vez que os representantes populares eram escolhidos mediante pactos entre o governo federal e as elites estaduais, legitimadas por eleições fraudulentas, sem espaço para candidatos independentes de esquerda.
Nesse período, havia a "Comissão de Verificação de Poderes" do Congresso Nacional, que era um órgão encarregado de fiscalizar o sistema eleitoral brasileiro, que não ratificava parlamentares eleitos que não apoiassem a "Política dos Estados".
O único momento em que a "Política dos Estados" falhou, foi quando Afonso Pena morreu durante a sua presidência e o controle da sucessão presidencial caiu nas mãos de Nilo Peçanha.
Foi então eleito para governar de 1910 a 1914, o militar Hermes da Fonseca. O resultado foi quatro anos de guerra civil nos estados que ficou conhecida como "Política das Salvações", onde se tentava, com o apoio do governo federal, a derrubada de todos os presidentes dos estados que não apoiaram a eleição de Hermes da Fonseca.
Durante este período ocorreram grandes revoltas no país, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Guerra do Contestado, Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, Movimento Tenentista e finalmente a Revolução de 1930, que colocaria este regime abaixo.
No campo da economia, foi um período de modernização, com grandes surtos de industrialização, como o ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial, porém, a economia continuaria dominada pela cultura do café, até a Quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Ocorreram também as primeiras greves, e o crescimento de movimentos anarquistas e comunistas nos grandes centros urbanos do país. Durante este período ocorreram grandes revoltas no país, como a Guerra dos Canudos, Revolta da Vacina, Revolta da Chibata, Guerra do Contestado, Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, Movimento Tenentista e finalmente a Revolução de 1930, que colocaria este regime abaixo.
No campo da economia, foi um período de modernização - com o segundo surto de industrialização - devido à participação do Brasil na Primeira Guerra Mundial, porém, a cultura do café continuaria a dominar a economia até a Quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929.
Ocorreram também as primeiras greves, e o crescimento de movimentos anarquistas e comunistas nos grandes centros urbanos.
