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Permiano

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Reconstituição do mundo no Permiano, mostrando o unico continente, Pangeia, e o único oceano, Pantalassa.
< | Éon Fanerozoico |  

Paleozoico

Mesozoico

Cenozoico


Na escala de tempo geológico, o Permiano ou Pérmico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 299 milhões e 245 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Permiano sucede o período Carbonífero de sua era e precede o período Triássico da era Mesozóica de seu éon. Divide-se nas épocas Cisuraliana, Guadalupiana e Lopingiana, da mais antiga para a mais recente. Deve o seu nome à cidade e região de Perm, na Rússia, onde se encontraram formações rochosas do período.

No Brasil, a Formação Irati pertence a este período. No Sudoeste do geoparque da Paleorrota há uma área com fósseis do Permiano que datam a 270 milhões de anos. Merecendo destaque para o chamado Mesosaurus brasiliensis, um pequeno réptil aquático encontrado pelo cientista alemão Alfred Wegener, em 1911, cuja similaridade com a espécie sul-africana do fóssil o fez lançar as bases da teoria da deriva continental.

Índice

[editar] Clima

Neste período, o ajuntamento de todas as massas de terra para formar o supercontinente Pangéia se consolidou. O desaparecimento dos mares interiores fez com que o clima se torna-se mais seco no interior do continente. Longe dos ventos que traziam a umidade do mar, estas regiões passaram a se converter em desertos colossais, o que possivelmente dificultava muito a sobrevivência de animais e plantas.

O clima mais seco também fez diminuir as grandes florestas e pântanos (abundantes no Carbonífero), assim os níveis de oxigênio da atmosfera também diminuíram até níveis atuais, ou talvez até mesmo um pouco inferiores.

Fóssil de Walchia piniformis, conífera do Permiano.

[editar] Flora

A flora é caracterizada pelo surgimento e pela proliferação das coníferas, que se tornam as plantas dominantes a partir deste período e se mantém até o período Cretáceo, quando se dá a proliferação das angiospermas.

Outras plantas comuns da época incluem cicadáceas e as chamadas samambaias com sementes, destas se destaca o gênero Glossopteris. O fóssil mais antigo encontrado até hoje, do período Permiano, é de uma Glossopteris.

[editar] Fauna

Relativamente à fauna, se destacam o maior desenvolvimento e diversificação dos répteis; que passam a dominar definitivamente o mundo, atingindo grandes porte (ex. Moschops) e o topo da cadeia alimentar (ex. Dimetrodon); e a decadência dos artrópodes gigantes; que se extinguem neste período. Com a queda do nível de oxigênio da atmosfera, os artrópodes terrestres já não podiam manter o grande porte, embora a ínicios do Permiano alguns espécies ainda persistiam (ex.: Apthoroblattina).

No permiano ainda não existiam lissanfíbios (anfíbios modernos), mamíferos, tartarugas, lepidossauros (lagartos), pterossauros e nem dinossauros, mas os ancestrais de todos estes grupos já existiam, prontos para evoluir e lhes dar origem durante o triássico.

A fauna terrestre do período se destacam um grupo de répteis que se acredita terem sido os ancestrais dos mamíferos e inclusive compartilhavam mais características com estes do que com os répteis atuais, os sinapsídeos, os quais se dividiam em dois grupos principais: os pelicossáurios (mais primitivos e que se extinguiram ao final do período) e os terapsídeos (que sobreviveram incluso a extinção massiva do final do período).

Nas águas doces havia anfíbios gigantes e no mar, tubarões primitivos, moluscos cefalópodes, braquiópodes, trilobitas (embora estes já haviam se tornado bem raros) e artrópodes gigantescos conhecidos como escorpiões marinhos. As únicas criaturas voadoras do período eram insetos, muitos deles bem semelhantes as atuais libélulas (ex.: Meganeuropsis permiana).

[editar] Extinção Permiana

O final do período Permiano é marcado por uma extinção em massa de proporções nunca antes vistas, onde 95% da vida na Terra desapareceu, incluindo os trilobites e os escorpiões marinhos, esse evento é conhecido como extinção Permo-triássica; porém alguns grupos sobreviveram e voltaram a se desenvolver, entre eles os amonites e os répteis terapsídeos. As causas de tal extinção permanecem desconhecidas, porém especialistas supõem se tratar de mudanças climáticas extremas e bruscas. Muitos também aceitam a hipótese da queda de um gigantesco meteoro tê-la causado ou mesmo agravado. Segundo os adeptos desta teoria, o meteoro teria caído em alguma parte daonde é hoje o continente da Antártida.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Precedido por
Carbonífero
Permiano
299 - 247
milhões de anos atrás
Sucedido por
Triássico
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