Anexo:Lista de governadores do Rio de Janeiro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Esta é uma lista de governantes do Rio de Janeiro. Incluem-se neste artigo todos os mandatários que governaram o território hoje chamado estado do Rio de Janeiro, desde os primórdios da colonização portuguesa até a atualidade.
|
[editar] Breve história administrativa
- Século XVI
É marcado pelas primeiras tentativas de colonização do território fluminense, com o estabelecimento de povoações em Cabo Frio, Angra dos Reis e na cidade do Rio de Janeiro. Divide-se ainda o território nas Capitanias de São Vicente e São Tomé, e posteriormente na Capitania Real do Rio de Janeiro, que resultaria da incorporação de ambas.
Acontece ainda a tentativa do estabelecimento de uma colônia francesa, a França Antártica, no interior da Baía de Guanabara, bem como os primeiros ataques de piratas e corsários à costa do Rio de Janeiro. Entre 1572 e 1578, e a partir de 1581, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro é declarada capital do Estado do Brasil.
- Séculos XVII
No século XVII, principalmente depois de 1628, ficou evidente o retrocesso português no oriente. Com isto aumentou para Portugal a importância do Brasil e sua participação na avidez fiscal da metrópole, atingindo o Rio de Janeiro. A partir de 1689 o Rio de Janeiro passou a ter maior autonomia política e administrativa, com jurisdição total sobre as colônias do Sul. O objetivo estratégico de Portugal no Rio da Prata foi fundamental para sua maior autonomia.
- Século XVIII
A descoberta das minas de ouro na região onde atualmente é Minas Gerais fez como que o Rio de Janeiro passasse a ser a nova capital da colônia do Brasil, com vistas ao aumento do controle na exploração daquele minério e na cobrança de impostos. Para isso estabeleceu-se que a saída do ouro brasileiro em direção à Portugal tão somente se daria pelos portos fluminenses de Paraty e posteriormente da cidade do Rio de Janeiro, através da Estrada Real, que ligava estas duas cidades à região aurífera.
Por volta de 1709, devido a Guerra dos Emboabas, a Capitania do Rio de Janeiro tem desmembrada a área da antiga Capitania de São Vicente, juntamente com a porção conquistada pelos bandeirantes no interior do país, quando então se dá a criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro. Em 1763, a cidade do Rio de Janeiro torna-se capital do Vice-Reino do Brasil.
- Século XIX
É importante distinguir como era e como é a divisão geopolítica do chamado estado do Rio de Janeiro. Outrora, por força do ordenamento jurídico do Império (o Ato Adicional de 1834), uma parte da província do Rio de Janeiro foi selecionada para ser o Município Neutro da Corte e, posteriormente, com a proclamação da República, seu Distrito Federal, ou seja, a capital do Brasil, ficando a área remanescente para a província e, após 1889, para o estado, com sua capital na cidade de Niterói.
- Século XX
Dificuldades econômicas resultantes do fim da escravidão e declínio do poder cafeeiro no estado refletem-se também na política fluminense, o que leva o estado a ter diversos interventores federais até 1947 e depois, com a Revolução de 1964. Com a inauguração de Brasília e, conseqüentemente, passando a nova capital a ser o Distrito Federal, foi criado o estado da Guanabara. Em 1975 os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro passaram a formar um novo estado, após a a promulgação da Lei complementar número 20 de 1974, com o nome atual e com capital na cidade de Rio de Janeiro.
Assim, esta lista traz os mandatários da capitania, da província, do antigo e do atual (pós-fusão) estado do Rio de Janeiro.
[editar] Governantes do período colonial (1565 — 1808)
Em 1 de março de 1565 a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro foi fundada por Estácio de Sá, que desta maneira pode ser considerado como o primeiro governador-geral de todo o Rio de Janeiro, no período colonial.
Após o governo de Gomes Freire de Andrade, findo em 1763 com a sua morte, o Rio de Janeiro transformou-se em capital do Vice-Reino do Brasil, administrado diretamente por um vice-rei.
| Nome | Início | Fim | Observações |
| Antônio Álvares da Cunha, 1º conde da Cunha | 27 de junho de 1763 | 31 de agosto de 1767 | Vice-rei |
| Antônio Rolim de Moura Tavares, conde de Azambuja | 17 de novembro de 1767 | 4 de novembro de 1769 | Vice-rei |
| Luís de Almeida Silva Mascarenhas, marquês do Lavradio e conde de Avintes | 4 de novembro de 1769 | 30 de abril de 1778 | Vice-rei |
| Luís de Vasconcelos e Sousa, conde de Figueiró | 30 de abril de 1778 | 9 de maio de 1790 | Vice-rei |
| José Luís de Castro, conde de Resende | 9 de maio de 1790 | 14 de outubro de 1801 | Vice-rei |
| Fernando José de Portugal e Castro, marquês de Aguiar | 14 de outubro de 1801 | 14 de outubro de 1806 | Vice-rei |
| Marcos de Noronha e Brito, conde dos Arcos | 14 de outubro de 1806 | 22 de janeiro de 1808 | Último vice-rei antes da chegada da família real portuguesa |
[editar] Governantes do período imperial (1822 — 1889)
Após a Independência do Brasil, diferentemente das outras províncias, o Rio de Janeiro continuou ligado diretamente à administração imperial, com o Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império sendo seu governante. Somente após a edição do Ato Adicional de 1834 pelo Padre Diogo Feijó é que a província passou a ter presidentes, todos indicados pelo Imperador.
- Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império
- Presidente da Província
[editar] Governantes do período republicano (1889 — 2008)
Os governantes dos estados brasileiros após a proclamação da república mantiveram o título de "presidentes" até 1930. Foram depois denominados "interventores federais" até 1934.
Quando do início do Estado Novo de Getúlio Vargas, em 1937, novos interventores são nomeados até 1947. Após este ano e a promulgação da Constituição de 1946 passaram a ser denominados "governadores", terminologia mantido até a atualidade.
- Proclamação da República
- Legenda
| cor | significado |
| verde | mandatários eleitos por votação direta |
| azul | mandatários eleitos por votação indireta ou que assumiram na qualidade de representantes do Poder Legislativo ou Judiciário |
| amarelo | mandatários nomeados diretamente pelo governo central em épocas de mudança político-social |
[editar] Bibliografia
- COARACY, Vivaldo. Memória da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1955. 584p. il.
