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Henri Bergson

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henri Bergson na década de 1910.

Henri-Louis Bergson (Paris, 18 de outubro de 1859 — Paris, 4 de janeiro de 1941) foi um filósofo e diplomata francês.

Conhecido principalmente por Matière et mémoire e L'Évolution créatrice, sua obra é de grande atualidade e tem sido estudada em diferentes disciplinas - cinema, literatura, neuropsicologia, entre outras.

Em 1927, obteve o Prêmio Nobel de Literatura.[1]

Índice

[editar] Biografia

Henri Bergson era filho de mãe inglesa e pai polaco. Viveu com os seus pais alguns anos em Londres, mas aos nove anos regressou a Paris, seu local de nascimento, onde se naturalizou francês. Ali fez os seus estudos, licenciando-se em Letras e em 1881 tornou-se professor, dando aulas em várias localidades de França. Em 1889 obteve o doutoramento em Letras pela Universidade de Paris, com uma tese sobre Aristóteles. No ano seguinte obteve um lugar como professor no Collège de France.

A partir de 1925, passa a sofrer de um reumatismo deformante, que o deixará semiparalisado, a ponto de impedi-lo de ir a Estocolmo para receber o Nobel de Literatura de 1927. Faleceu em 1941, aos 81 anos.

[editar] Intuicionismo

Foi o expoente da linha de filosofia intuicionista, assim chamada porque afirma constituir o verdadeiro conhecimento não nos conceitos abstratos, do intelecto racionalmente, mas na apreensão imediata, na intuição, como é evidenciado pela experiência interior e pela análise de nós mesmos.

Segundo Bergson, havia dois caminhos para conhecer o objeto, duas formas de conhecimento, diversas e de valores desiguais: mediante o conceito e mediante a intuição.

A forma mediante o conceito é o caminho dos conceitos, dos juízos, silogismos, análise e síntese, dedução e indução; a segunda forma é o da intuição imediata que nos proporciona o conhecimento intrínseco, concreto, absoluto.[2]

Bergson conceitua a intuição como a faculdade suprema do impulso vital e faculdade cognoscitiva do filósofo[2]. Segundo o filósofo, "hoje, só raramente e com grande esforço, podemos chegar à intuição; no entanto a humanidade chegará um dia a desenvolver a intuição de tal modo que será a faculdade ordinária para conhecer as coisas. Então, desaparecerão todas as escolas filosóficas e haverá uma só filosofia verdadeira conhecedora da verdade e do ser absoluto.”

Bergson foi um dos primeiros a fazer referência ao inconsciente.

[editar] Obras principais

Inscrição em homenagem a Henri Bergson no Panteão de Paris.
  • Essai sur les données immédites de la conscience, 1889
  • Matière et Mémoire, 1896
  • Le Rire, 1900
  • L'Évolution créatrice, 1907
  • L'Energie spirituelle, 1919
  • Durée et Simultanéité, 1922
  • Les deux sources de la morale et de la religion, 1932
  • La Pensée et le Mouvant, 1934

Referências

  1. The Nobel Prize in Literature 1927 (em inglês). Nobelprize.org. Página visitada em 2006-03-08.
  2. 2,0 2,1 PADOVANI e CATAGNOLA. História da filosofia (em português).  459-60 p.

[editar] Ligações externas

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