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Baependi

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Município de Baependi
Foto: Cachoeira do Caldeirão
"Terra de Nhá-Chica e de lindas paisagens"
Brasão de Baependi
Bandeira desconhecida
Brasão Bandeira desconhecida
Hino
Aniversário
Fundação 2 de maio de 1856
Gentílico baependiense
Lema
Prefeito(a) Efraim Lemos
(20092012)
Localização
Localização de Baependi
21° 57' 32" S 44° 53' 24" O21° 57' 32" S 44° 53' 24" O
Unidade federativa Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião São Lourenço IBGE/2008 [1]
Região metropolitana
Municípios limítrofes Aiuruoca, Alagoa, Itamonte, Pouso Alto, Caxambu, Conceição do Rio Verde e São Tomé das Letras
Distância até a capital 330 km
Características geográficas
Área 751,748 km²
População 18.745 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 24,2 hab./km²
Altitude 893 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,742 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 110.376 mil IBGE/2005 [4]
PIB per capita R$ 6.107,00 IBGE/2005 [4]

Baependi é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2009 era de 18.745 habitantes.

Índice

[editar] História

De acordo com relatos sertanistas, a região sul-mineira ficou conhecida a partir de 1601. A conquista de Baependi aconteceu, no entanto, em fins do século XVII, por volta de 1692, quando os paulistas Antonio Delgado da Veiga, seu filho João da Veiga e o tio de Miguel Garcia Velho o capitão Manoel Garcia Velho, partiram de Taubaté (SP) em busca de ouro. Transpondo a Serra da Mantiqueira, alcançaram um sítio que chamaram maependi (mbaé-pindi significa "a clareira aberta" em tupi-guarani).

Cidade remanescente do chamado Ciclo do Ouro em Minas Gerais, Baependi se desenvolveu ao longo do caminho da Estrada Real - a primeira grande via de comunicação regular no Brasil -, que ligava a região das minas a Paraty (RJ), porto de onde saía o ouro em direção à Europa.

O madeirense Tomé Rodrigues Nogueira do Ó (1715), Capitão-mor e Provedor dos Quintos do "Registro da Mantiqueira", foi um dos primeiros moradores do local e foi considerado o fundador da cidade por ter feito as primeiras construções. A mineração foi, paulatinamente, substituída pela agricultura e a criação de gado. Destacou-se a grande lavoura do tabaco, que fez de Baependi o centro produtor da Província de Minas Gerais e representou importante fonte de riqueza até meados do século XIX.

Atualmente, a economia do município é baseada na agricultura, no comércio, no artesanato, na comercialização de pedras de quartzito e no turismo, já que a beleza natural é o forte da cidade, cercada de montanhas, matas, rios e inúmeras cachoeiras. O artesanato é uma importante atividade econômica em Baependi. As peças feitas em bambu, palha de milho e tronco de árvore de café são distribuídas em grandes centros urbanos como, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e capitais do nordeste.

[editar] A religiosidade

Baependi já era paróquia com funções eclesiásticas desde 1723. O sentimento de profunda religiosidade marca a história da cidade desde os primeiros tempos, traduzido pelos costumes de seu povo. A cerimônia da Semana Santa em Baependi acontece há mais de 200 anos, sendo uma das mais tradicionais de Minas Gerais. As procissões diárias acompanhadas de banda de música e coro, a representação da Paixão e Morte de Jesus Cristo, o canto da Verônica , o soar dos sinos e o som das matracas, revelam a fé e a tradição baependianas.

Os templos, debruçados pelas ladeiras esguias, parecem guardar a cidade e seus habitantes. O Santuário de N. Sra. da Conceição, mais conhecido como Igreja de Nhá Chica, é o mais visitado pelos fiéis, que também se encantam com a arquitetura e o acervo da Igreja Matriz N. Sra. do Montserrat (1754). As igrejas baependianas - da Matriz, de Nossa Senhora da Boa Morte (1815) e do Rosário (1820) - tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico, representam bens de grande valor para um povo que considera Nhá Chica o seu maior patrimônio espiritual.

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.

[editar] Ligações externas


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